segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Carne Fresca


Ela se mostra carinhosa, da forma mais pura e sincera que pode hoje nesse mundo existir, ela deixa bem visível a vontade que seu corpo pede mais deixa em segredo o que sua mente quer. Mostra seus defeitos, apontas seus erros e reage das formas mais desagradáveis possíveis para testar você, ela imagina as táticas que poderia usar para barrar pensamentos.
Uma dúvida chega a rodear sua cabeça, mais a resposta é clara e rápida. Não ser notada era um dos seus desejos, não ser perseguida sua maior luta, e sumir por algum tempo se tornaria um dos seus desejos surreais. Hoje ela acorda com milhões de urubus sujos e na expectativa de beliscarem carne nova e fresca, mais que não conseguem se deliciarem nesse prato tão cobiçado e isso aos poucos faz com que alguns sumam para nunca mais voltar, só que na saída de um, aparecem mais dois para tentarem se aproveitar do pedaço, tentativa frustrada.
Ela se protege nessas manhas até o final do dia, através de uma águia que ali próximo se repousa e fica com seu olhar fulminante e atento em direção aqueles monstros a ponta de um bote, mais ela não se preocupa, pois sabe que alguma coisa próxima está a intimidar aqueles urubus, pois não sofreu nenhum ataque. Ela agradece não ter que virar jantar de ninguém, e sem receios se vê na proteção de algo que ela não pode ver e nem quer ver, apenas sabe que por enquanto “aquilo” protege ela, o sorriso no rosto será estampado e os urubus afastados.
E assim por alguns minutos deixou de passar pensamentos surreais naquela cabeçinha. 

Renato Alexandre

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Razão ou emoção ?


Me vi perdido nos olhares mais inocentes possíveis  e ao mesmo tempo um olhar confuso, aponto de não saber decifrar de forma coerente se estava perdido ou tinha me encontrado em  você.O coração domina sua parte pensante, que ainda esta disposto a tratar qualquer desvio de olhar com frieza e sanidade.
Analisando os fatos, e me deparando com as milhões de dúvidas que nascem a cada instante, percebo o quanto me fez bem, e assim logo me encontro nas tuas dúvidas e me perco nas tuas certezas.

“O coração falou mais alto”

Renato Alexandre

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tenha um pouco de fé em mim.


Tenha um pouco de fé em mim.
Quase não dando para escutar, digamos que como trilha sonora deste meu desabafar, eu me perco nessas linhas para me encontrar na figuração deste momento. Não só como trilha, e sim um tema, me pego pensando nessa frase e a transformo em um questionamento.
Tenha um pouco de fé em mim?
Achas então que não tenho fé em você?
Deixando a crença nos dogmas de uma religião de lado, e embarcando mais a fundo, a fé que coloco em questão é a mesma que espero que tenham em mim.
Tenha um pouco de fé em mim.
Lealdade, confiança, fidelidade em honrar seus compromissos, acreditar, são algumas das características que se agregam na palavra fé. Hoje o que mais quero é ter a confiança, a fé, de dizer que tenho alguém que me passa paz, e me da animo nos momentos de fraqueza, e sorri comigo mesmo quando o momento não for favorável para o mesmo.
Por isso não duvide de minha fé, lógico, sempre tem alguém para testar a nossa fé.
Mas seja forte.
Tenha só um pouco mais de fé em mim.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

E se de repente...

                                                   Macaulay Culkin & Anna Chlumsky
                                                            Thomas                Valda
Cena do filme "Meu primeiro amor" produzido em 1991.



E se de repente o hoje não existisse?
E se de repente eu enganar a morte?
E se de repente ela voltar?
E se de repente eu me perco fugindo?
E se de repente eu me encontro em você?
E se de repente você não me vê?
E se de repente a noite chega?
E se de repente o telefone toca?
E se de repente eu não atender?
E se de repente eu não te ver mais?
E se de repente eu te amar mais?
E se de repente você desperta?
E se de repente for tarde de mais?
E se de repente eu aceitar?
E se de repente você negar?
E se de repente nada acontecer?
E se de repente não amanhecer?
E se de repente eu te surpreender?
E se de repente você não suportar?
E se de repente você amar?
E se de repente não for o que esperar?
E se de repente eu não te beijar?
Se de repente eu acabar esse texto sem falar,
Que foi de repente que aprendi a te amar.


Renato Alexandre

domingo, 12 de setembro de 2010

O ser que era humano

Existia ali um homem.
No meio de tanta desigualdade entre raças, existia ali um homem que se destacava perante a multidão que ali existia. Esse era um ser que era humano, nele existia algo que o diferenciava dos outros, uma espécie de dom sobrenatural.
Esse homem foi criado em meio a conflitos, disputas de territórios, hierarquia no bando e até a necessidade de ser reconhecido entre os demais. Esse homem viveu durante sua infância em cima de uma árvore, pulando de galho em galho com seus irmãos de olhos. Só para ficar mais claro, quando digo irmãos de olhos, quero apresentar a única coisa em comum entre eles.
Assim foi grande parte de sua trajetória juvenil, tudo era motivo de risos ou de sons ensurdecedores em forma de esboçar algo. Só que esse ser que era humano uma hora teve que crescer e junto a seus irmãos de olhos aprendeu a buscar a sua sobrevivência, aprendeu a colher frutos bons e a caçar de forma segura e responsável, sempre com seu bando para não se tornar alvo fácil dos caçadores. Suas investidas nunca obtiveram sucesso, parecia que ele era meio diferente dos outros, pois era o único que não conseguia ser o que realmente queria ser.
Com o tempo foi se acostumando, foi aprendendo a lhe dar com as diferenças que tinha entre seus irmãos, sim foi difícil. Passou por momentos de solidão, onde observava seu corpo e tentava comparar com os demais que viviam junto a ele, e percebia que havia diferenças, percebia que havia coisas que ele não tinha e coisas que ele tinha e seu povo não. Sentia-se um ridicularizado com isso, achava que esse era um dos motivos para que nada desse certo em sua existência. Chorou, por uma noite.
Como ele não tinha uma desenvoltura tão grande para poder se camuflar quando mais queria ficar sozinho, ele se escondia em uma caverna escura que existia próximo ao seu território e por dias ficava ali.
Nessa noite de lagrimas, foi surpreendido por uma invasora no seu espaço, assim meio assustado pela descoberta do seu esconderijo tento defender seu espaço, mais qualquer tentativa era em vão. Ele não possuía esse dom.
A invasora se aproximou dele, e com um desejo de curiosidade lançou seus dedos em direção ao rosto do ser, e se encantou em ver aquele líquido que saia dos olhos do ser que era humano, e como se fosse algo mágico continuou a secar as lagrimas dele da forma mais cuidadosa possível, sem saber o que estava acontecendo ele deixou ela agir, e apenas fechou os olhos e aguardou o termino daquele momento.
Assim que seu rosto já estava totalmente seco, a invasora parou e observou cada detalhe do rosto do ser, cheia de curiosidade ficou ali aguardando cair mais liquido dos olhos dele. Logo se sentiu melhor e por alguns minutos deixou todas as diferenças que havia notado em instantes passados para demonstrar algo que ainda não tinha presenciado, o ser que era humano teve sua primeira paixão.
Ele não sabia explicar, simplesmente havia ali agora um sentimento em seu peito que dominava seu corpo, algo que era difícil de mais para se explicar e intenso de mais para se justificar. Simplesmente o que ele não sabia era que esse seria mais uma dor que ele ia passar, assim como observava as desigualdades que existia entre ele e seu povo, ainda ia perceber que seu primeiro ato sentimental foi algo irracional, e que não poderia continuar naquela situação. Mas como estava cego de amor, não via nada disso, para ele todo esse encanto que ele sentia, e achava que estava sendo correspondido, era mágico, era algo que lhe fazia ir aos galhos mais altos possíveis e voltar a qualquer momento.
Só que teve um belo dia que as verdades apareceram, e assim teve como conseqüência o abandono, o desapego. O ser foi vitima do seu próprio bando, sim agora ele era um ser desgarrado do seu grupo.
A angustia tomou conta do seu peito, que ali deixou de sentir aquele sentimento bom para sentir algo novo, mas que lhe fazia ficar triste. E o que mais sentia falta era da intrusa que invadiu seu coração. Só que teve que se acostumar a viver sem ela, e a dominar a angustia que seu coração abrigou.
Hoje o ser que era humano vem evoluindo, não se sabe como ele ficou depois disso tudo, não se sabe se sobreviveu ou se já morreu.Hoje o ser que era humano sabe o que é amar, e sabe o que é ter que deixar esse amor ir embora.
Fica a esperança de um dia ele sentir o que é amar novamente, vai ver que esse é o verdadeiro dom dele, só falta ele descobrir. 
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Uma Frase que escutei hoje que achei muito boa !

Para as pessoas que acham que o "homem" é a evolução do macaco.

"Se o homem é a evolução do macaco, porque ainda existem macacos?"