sábado, 9 de junho de 2012

Rotina


Cansado.
Acordei para a vida, abri os olhos e vi um dia lindo que estava pronto para me acolher e me motivar. Mesmo com essa motivação toda, não sentia a vontade de me levantar, era mais um dia, assim como todos os outros. Eu sabia que muita coisa não iria mudar, as mesmas coisas sempre iriam acontecer, o menino que joga o jornal ia passar de bicicleta, e no mesmo instante meu vizinho iria sair para passear com aquele cachorro sedentário que não agüenta caminhar nem até a esquina. Eu ao sair de casa, vou sair atrasado, e devido a esse atraso vou esquecer, meu celular em cima da mesa, junto com meus únicos dez reais existentes para eu passar o dia. Iria encontrar aquela mesma pessoa no ônibus, sim aquela que sempre pega ônibus comigo e trocamos olhares mas não tivemos nunca a iniciativa de nos comunicar.
Vou chegar atrasado no meu serviço, meu dia vai ser demorado, vou escutar meu chefe fazer as mais absurdas reclamações, e ainda vou ter que agüentar o mau humor da recepcionista, que só por que a sua manicure tirou um bife do seu dedo da mão ela acha que deve descontar no resto do mundo.
Já na hora de voltar pra casa, vai estar um transito enorme, pois é véspera de feriado e a cidade vai estar completamente parada e como de costume vou descer cinco pontos antes do meu destino por não agüentar mais ficar dentro do ônibus. Chegando em casa vou pegar o meu celular, vou ver todas as ligações perdidas e as mensagens que me mandaram e só pra melhorar ainda mais vou deitar no sofá e ligar minha televisão, e exatamente depois de dez minutos a luz vai acabar. Um suspiro eu vou dar, e por ali mesmo vou ficar e esperar o outro dia lindo começar.
Acordei para vida, abri os olhos e vi um dia lindo que estava pronto para me acolher e me motivar.
Se você pensar que todos os dias vão ser iguais, e que as mesmas coisas vão acontecer, tenha certeza que nada vai mudar. Por isso eu resolvi mudar.
Amanha é um novo dia, cinzento e com chuva, mas que estará pronto para me ver brilhar.



Renato Alexandre

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mais uma de amor.


Eu gosto de como você me olha,
e não suporto quando me ignora.
Eu amo quando sorri pra mim,
e odeio não poder te ter aqui.

Você pode não entender,
e muito menos acreditar.
Só não pode duvidar,
que foi você que me ensinou a amar.

Um amor que já foi contestado,
e muitas vezes mal interpretado.
Mas algo verdadeiro,
que só foi crescendo por estar ao seu lado.

Eu odeio ter que admitir,
concordar que me avisou.
Mas a vida é assim,
com o tempo aprendemos a dar valor.

E é esse valor que me motivou,
o verdadeiro e o mais puro.
Aquele que você sempre acreditou.
E por isso não abandou.

E eu odeio não poder te ter aqui.
Mas isso vai ter um fim.
É só você acreditar,
fechar os olhos e deixar eu te amar.



Renato Alexandre

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Perdi ou encontrei?


Todo dia era a mesma coisa, as mesmas pessoas no ônibus, as mesmas músicas no fone de ouvido, e o mesmo caminho a seguir.
Era para ser só mais um dia normal como os outros, mas não foi. Ônibus lotado, e com muita sorte um lugar aparece e imediatamente já o ocupei, ainda meio estabanado com a mochila e o fone de ouvido que não parava em meus ouvidos consegui me ajeitar.
Lógico, tão distraído que estava nem reparei quem estava do meu lado, só depois de alguns minutos já confortável no banco, olhei para o lado e vi você. Na hora fiquei sem palavras, fingia olhar a rua para poder ficar te observando, e você já percebendo minha facilidade em ser discreto começou seu jogo de sedução. Mas eu não estava me importando, eu só queria entender como que eu nunca tinha te visto antes, sendo que pegávamos sempre o mesmo ônibus, sempre no mesmo horário e sempre junto.
Mas como “nada é para sempre” e muito menos a minha presença dentro desse ônibus, sentado ao lado de uma pessoa encantadora, eu tinha que ir embora, tinha que descer. Mesmo achando que eu não devia sair.
Levantei-me e dei o sinal para o ônibus parar no próximo ponto, que estava a alguns metros dali, como disse anteriormente meio desajeitado ainda consegui me levantar, mas estava praticamente hipnotizado pela garota que ali estava, e no descuido percebi que o ponto onde iria descer tinha chegado então sai na pressa e sem perceber deixei meu celular cair no banco onde estava sentado.
Assim que sai do ônibus, fiquei ainda por alguns minutos parado sem saber o que fazer, só lembrava do seu rosto e do meu celular.
Será que ela pegou?
A dúvida ficou, e por um impulso mais forte resolvi fazer uma ligação para meu próprio celular.
E o telefone chamou.


Renato Alexandre

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Minha vida...


Falaram-me para escrever um livro sobre a minha vida!

Poxa eu parei e pensei, com que palavra eu começaria?
Juro que de imediato não passou pela minha cabeça, a única coisa que pensava era na quantidade de tempo e de linhas que estaria por vir.
Sem contar com a quantidade de vezes que eu reescreveria aquele parágrafo, e as milhões de vezes que iria parar para dar risada e chorar com cada recordação.
Depois de um tempo ali parado pensando como iria começar me veio uma luz, algo que me motivou a começar a historia. Era algo parecido com isso:

- Minha vida começa aqui...

Renato Alexandre



domingo, 15 de abril de 2012

O que mata mais?


O que mata mais?
Hoje em dia aparecem diversos estudos sobre esse assunto, existem vários pesquisadores, e uma grande massa de teses que abordam de formas diferentes cada estudo.
Pois é, mas eu que nunca fui de fazer pesquisa referente a isso, me deparei com uma situação que pode sim, ser considerada uma grande causa para morte de pessoas. Existe algo nesse mundo que é capaz de derrubar até o mais forte do exercito, o mais seguro e o mais confiante, é algo que quando é sentido não tem como controlar, quando você percebe já tomou conta de todo o seu corpo e mente, e aos poucos suas reações já estão infectadas.
Mas o que será isso que derruba gigantes, o que será isso, que até hoje nem os mais espertos doutores souberam inventar uma cura?
Até hoje já vimos vários casos, vimos que infelizmente ele continua a matar em grande número.
Temos fé que um dia alguém descubra a cura para o “AMOR”


Renato Alexandre

terça-feira, 13 de março de 2012

Poesia.

Um dia eu vou te perguntar.
Mesmo que o melhor seja me calar.

Uma tortura a meu ver.
A dúvida de te querer.

Minha intuição não falhara,
E uma escolha terás que tomar.

Junto com minhas lagrimas,
um sorriso fiz brotar.

No instante em que decidi,
que eu sempre vou te amar.


2:03 am
12/03/12