terça-feira, 26 de abril de 2011

Desejos.


Ao som de nossas respirações ofegantes embalávamos mais uma tarde de puro prazer, onde o clima a cada meio segundo esquentava, e seus sussurros me fazendo delirar.
Já sinto que nossos corpos de tão entrelaçados que estão já não respondem mais por nós, minha mão caminha lentamente pela sua pele conquistando todo espaço e a procura do encaixe perfeito, já você com suas unhas fortes, crava seu desejo e excitação em meu corpo deixando suas marcas visíveis.
Gemidos, gritos, palavras sussurradas ao pé do ouvido nos motivam a continuar nesse clímax e seu olhar me motivava ainda mais. Nossas tardes acabaram complementando nossas noites, ao som de nossas respirações de, no canto ou na cama. 
Você me olhou e eu sorri, e assim mais um pedido.
Me ama!


Renato Alexandre

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ausência

A porta se abriu e você não passou por ela,
Esperava-te com cinco rosas vermelhas e um sorriso no rosto e você não apareceu.
A sensação de saber que estou perdendo algo foi imediata, já não via mais nenhum sentido.
Perguntava-me se errei, onde errei e por que errei?
Mas não conseguia chegar a uma conclusão, me via perdida, me sentia só, e me conformava que seus olhares desatentos não cruzariam mais com os meus, pois você não apareceu.

Renato Alexandre

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desencontro


Um dia passei por ti e você não me reconheceu, pensei que poderia ter sido pelo fato de que eu estava diferente.
Nós mudamos você hoje não usa mais aquele corte de cabelo, não fala gírias e carrega uma bela tatuagem que decidiu fazer após um momento conturbado que passou. Hoje você se transformou em uma nova pessoa, que tem o prazer de desfilar com sua moto exibindo sua tatuagem e os seus cabelos novos ao vento.
O que não mudou foi a forma de me olhar, o que mudou foi a forma de querer me notar.
Se me viu fez questão de não reparar, se não me viu é que nunca mais me verá.

Renato Alexandre

quarta-feira, 23 de março de 2011

SONS


A  música leve e solta tende a continuar tocando, sons desnecessários enfrentam sem nenhum temor a ausência do silêncio que o predomina. Um clamor se escuta ao fundo.
Do que adianta, pois é o que restou.
Que sejais felizes, ao som da maior orquestra, ao sons  desnecessários que os perseguem.

Renato Alexandre

quarta-feira, 16 de março de 2011

Gostaria...


Gostaria poder entender.
Entender o que já foi explicado diversas vezes.
Gostaria poder  mudar.
Mudar algo que fiz um dia ou hoje.
Gostaria poder caminhar.
Caminhar ao seu lado para te guiar.
Gostaria poder sorrir.
Sorrir sem medo de te ferir.
Gostaria poder  afastar.
Afastar toda tristeza que o persegue.
Gostaria poder ser.
Ser quem você sempre sonhou.
Gostaria  poder ter.
Ter você ao meu lado.
Mas meus desejos nem sempre vão ser correspondidos.
E é assim que a vida nos ensina, e é assim que aprendemos a viver e a amar.
Não podemos ter tudo.
Mas gostaria.


Renato Alexandre

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aprendizados


Aprendemos desde pequeno a rezar ajoelhados ao pé de nossas minúsculas camas.
Aprendemos que quando nossos pais brigam com agente é sempre para o nosso bem.
Aprendemos que o mundo não gira em torno de nós.
Aprendemos que um sorriso pode salvar um dia.
Mas também aprendemos que uma lagrima pode acabar com uma vida.
E que em duas linhas somos capazes de ferir alguém, mesmo que seja sem querer.
Aprendemos que a verdade dói, mas que sempre é importante e bem vinda.
Aprendemos que um banho de chuva não só limpa a alma como pode nos deixar gripado.
Aprendemos que um não pode servir de estímulo para conseguir um sim.
Aprendemos que nessa nossa trajetória vamos encontrar dificuldades.
Mas também aprendemos que são nessas dificuldades que teremos que nos superar e vencer cada uma.
E assim chegamos ao ponto em que aprendemos que não existe algo impossível para nós, basta apenas querermos.
Assim finalizo com o pensamento que se eu quero eu consigo.

Renato Alexandre

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tarde de Janeiro.


Tarde de janeiro, todos ainda com medo de colocar os pés na rua.
A chuva não dá trégua, horas aquela manha nublada que segue assim o resto do dia ou hora aquele sol meio tímido que é capaz de nos motivar a sair para dar uma olhada no jardim.
E foi numa dessas tardes que meu jardim, mesmo castigado pelas fortes chuvas resolveu me presentear nesse verão, me deu a oportunidade de ver uma linda rosa brotar no meio de tantas rosas caídas, ganhos jogados, um perfeito cenário de destruição que essas chuvas causaram.
Espantava-me ver como aquela rosa havia sobrevivido a tanta destruição, não conseguia imaginar, logo me antecipei e já a retirei daquele jardim sombrio e a trouxe para dentro do meu lar, eu mesmo iria cuidar dessa rosa. E mesmo sabendo que essa rosa tinha espinhos  a beleza dela continuou a me fascinar. Hoje cuido de uma rosa para que ela esteja sempre bonita e que não morra.


Renato Alexandre