segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É amar.


Se não te vejo meu coração aperta de tanta saudade,
Meus desejos só aumentam sentir, tocar.
As mil e uma loucuras, o fazer e o não fazer.
E a tentação que nos consome a cada faísca que tende a nascer a cada olhar.
Lábios úmidos de pura sedução que provocam, que beijam.
É a pele na pele, e o nascer de uma união.
É jogar na parede, é deitar no chão, é suprir necessidades.
É dizer que te amo olhando nos olhos, é sentir.

É amar.

(Dedicado para meu grande amor, Renata Silva de Oliveira)


Renato Alexandre

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Anjo Meu.


Toca o telefone e já me vem na cabeça àquela noite. 
Não conseguia entender o porquê disso, não queria acreditar.
Aos poucos estou me conformando com essa situação, mas não é fácil.
Acordar e não ter o seu “Bom Dia!”
Chorar e não ter o seu afago.
Ir embora sem ter o seu “Até Amanha!”
Assim vou aprendendo a viver sem a sua presença constante, sem as nossas brincadeiras e risos divertidos que nos faziam até ficar sem ar. Hoje tudo que observo relembro os momentos que passamos juntos, que não foram poucos, mas todos sim muito marcantes.
Procuro não imaginar como vou me acostumar com essa nova etapa, estou deixando a vida me mostrar, deixando para que no futuro, quem sabe, haja uma explicação. Pois acredito que tudo nessa vida tem um por que.
E eu só queria saber o porquê você se foi!

 Renato Alexandre

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Jardim


O Jardim

Sabe na aquela rua, que no fim dela tem uma praça?
Pois é, passei muito dos meus dias indo ali só para ver um pequeno jardim de rosas vermelhas que uma senhorinha, assim bem velhinha cuidava. Todos os dias essa senhorinha se dedicava a cuidar desse cantinho da praça, mantendo sempre as rosas ali bem vivas.
Foi isso que me chamou atenção, sou um amante das rosas e principalmente rosas vermelhas como aquelas, rosas que se destacavam perante a  qualquer outra flor que  na praça existisse, a senhora que as mantinha ali sempre dessa forma dizia que não fazia nada de mais, apenas conversava com elas e jogava com seu regador um pouco de água. Eu encantado que estava por essas rosas resolvi que qualquer dia que eu passasse por lá iria ir até as rosas e conversar um pouco, pois  a senhorinha falava que era tão bom que me despertou um interesse.
Só que todas as vezes que ia passar por lá tinha alguém perto ou a própria senhorinha, ai me sentia meio incomodado e acaba deixando para outro dia. Mesmo tendo essa enorme vontade fica fantasiando.
Como seria?
O que iria sentir na hora que eu começasse a falar?
Se eu ia passar a imagem de ser alguém maluco por conversar com flores?
Se as rosas iriam gostar de me escutar?
E até mesmo se eu ia fazer bem para as rosas, pois seria uma pessoa diferente que estaria a conversar com elas?
 Milhões de duvidas ficavam na minha cabeça, mesmo assim continuava a imaginar, tinha noites que me pegava sonhando até com as rosas, aquele canto da praça só de rosas vermelhas eram de certa forma muito estimulantes. Cheguei até o ponto de apelidar aquele canto como “cantinho do meu sangue”, talvez pela semelhança da cor ou mesmo por ser um cantinho que me fazia bem.
Mais foi em um dia que tudo estava dando errado, acordei atrasado para ir trabalhar, deixei cair café na minha roupa, acabei perdendo o ônibus fretado que a empresa oferecia, tive que pegar ônibus público, cheguei todo amassado no serviço, com essa correria toda acabei esquecendo minha pasta com alguns relatórios que teria que usar na reunião, perdi até o apetite na hora do almoço, voltando para casa percebi que chovia de mais só que meu guarda chuva estava em casa dentro da pasta, o fretado que me levaria de volta para casa ficou preso no transito e eu com isso resolvi descer e ir andando já que não estava tão longe assim de casa e a chuva já tinha parado. Como resolvi ir andando fiz um caminho todo diferente, e ao caminhar ia prestando atenção em tudo, e junto refletindo sobre meu dia.
Nossa, e que dia!
Sem perceber acabei saindo na praça das rosas vermelhas, não pensei duas vezes fui caminhando na direção daquele canto tão misterioso e sempre observando se não havia ninguém a me observar. E só depois da certeza que não tinha ninguém lá cheguei ao meu tão esperado momento, o momento em que eu conversaria com as minhas rosas vermelhas. Mas não foi tudo assim como dizem “Um mar de rosas”, assim que me aproximei percebi algo de errado, algo novo que antes não existia lá. Na hora fiquei sem palavras não conseguia dizer nada e fiquei por minutos ali parado olhando e não acreditando no que via, parecia que o “cantinho do meu sangue” tivesse sido sabotado, pois no meio de tantas rosas vermelhas, hoje havia um girassol.
Eu não acreditava como no meio de tantas rosas pode nascer um girassol, como?
E o contraste?
Será que ninguém se importou com isso antes de plantar essa flor?
Observando de longe a velhinha viu meu desespero e sem ser notada se aproximou de mim e disse:
- Pois é meu filho, eu te dei as dicas, falei para você o quanto era bom conversar com elas mais você sempre falava que passaria aqui e nunca vinha. Esse pequeno jardim aqui é mágico e eu estava à procura de alguém para me substituir, pois já estou com uma idade muito avançada e não tenho mais condições de manter esse jardim, e por isso tentei trazer você aqui, eu sabia que você não ia deixar essas rosas morrerem junto comigo e ia manter essa cor vermelha, iria fazer bem para você e para elas.
Mas como não podia forçar você a vir!
Outra pessoa, com outro gosto de flores apareceu na vida das rosas.
Agora você terá que agüentar ver sua rosa vermelha junto com um girassol amarelo.


Renato Alexandre

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desejos.


Ao som de nossas respirações ofegantes embalávamos mais uma tarde de puro prazer, onde o clima a cada meio segundo esquentava, e seus sussurros me fazendo delirar.
Já sinto que nossos corpos de tão entrelaçados que estão já não respondem mais por nós, minha mão caminha lentamente pela sua pele conquistando todo espaço e a procura do encaixe perfeito, já você com suas unhas fortes, crava seu desejo e excitação em meu corpo deixando suas marcas visíveis.
Gemidos, gritos, palavras sussurradas ao pé do ouvido nos motivam a continuar nesse clímax e seu olhar me motivava ainda mais. Nossas tardes acabaram complementando nossas noites, ao som de nossas respirações de, no canto ou na cama. 
Você me olhou e eu sorri, e assim mais um pedido.
Me ama!


Renato Alexandre

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ausência

A porta se abriu e você não passou por ela,
Esperava-te com cinco rosas vermelhas e um sorriso no rosto e você não apareceu.
A sensação de saber que estou perdendo algo foi imediata, já não via mais nenhum sentido.
Perguntava-me se errei, onde errei e por que errei?
Mas não conseguia chegar a uma conclusão, me via perdida, me sentia só, e me conformava que seus olhares desatentos não cruzariam mais com os meus, pois você não apareceu.

Renato Alexandre

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desencontro


Um dia passei por ti e você não me reconheceu, pensei que poderia ter sido pelo fato de que eu estava diferente.
Nós mudamos você hoje não usa mais aquele corte de cabelo, não fala gírias e carrega uma bela tatuagem que decidiu fazer após um momento conturbado que passou. Hoje você se transformou em uma nova pessoa, que tem o prazer de desfilar com sua moto exibindo sua tatuagem e os seus cabelos novos ao vento.
O que não mudou foi a forma de me olhar, o que mudou foi a forma de querer me notar.
Se me viu fez questão de não reparar, se não me viu é que nunca mais me verá.

Renato Alexandre