quarta-feira, 18 de abril de 2012

Minha vida...


Falaram-me para escrever um livro sobre a minha vida!

Poxa eu parei e pensei, com que palavra eu começaria?
Juro que de imediato não passou pela minha cabeça, a única coisa que pensava era na quantidade de tempo e de linhas que estaria por vir.
Sem contar com a quantidade de vezes que eu reescreveria aquele parágrafo, e as milhões de vezes que iria parar para dar risada e chorar com cada recordação.
Depois de um tempo ali parado pensando como iria começar me veio uma luz, algo que me motivou a começar a historia. Era algo parecido com isso:

- Minha vida começa aqui...

Renato Alexandre



domingo, 15 de abril de 2012

O que mata mais?


O que mata mais?
Hoje em dia aparecem diversos estudos sobre esse assunto, existem vários pesquisadores, e uma grande massa de teses que abordam de formas diferentes cada estudo.
Pois é, mas eu que nunca fui de fazer pesquisa referente a isso, me deparei com uma situação que pode sim, ser considerada uma grande causa para morte de pessoas. Existe algo nesse mundo que é capaz de derrubar até o mais forte do exercito, o mais seguro e o mais confiante, é algo que quando é sentido não tem como controlar, quando você percebe já tomou conta de todo o seu corpo e mente, e aos poucos suas reações já estão infectadas.
Mas o que será isso que derruba gigantes, o que será isso, que até hoje nem os mais espertos doutores souberam inventar uma cura?
Até hoje já vimos vários casos, vimos que infelizmente ele continua a matar em grande número.
Temos fé que um dia alguém descubra a cura para o “AMOR”


Renato Alexandre

terça-feira, 13 de março de 2012

Poesia.

Um dia eu vou te perguntar.
Mesmo que o melhor seja me calar.

Uma tortura a meu ver.
A dúvida de te querer.

Minha intuição não falhara,
E uma escolha terás que tomar.

Junto com minhas lagrimas,
um sorriso fiz brotar.

No instante em que decidi,
que eu sempre vou te amar.


2:03 am
12/03/12

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Isso é AMAR !

E mais um dia chegou ao fim.
Com o corpo cansado, a mente pesada e o enorme desejo de chegar e descansar no sofá da sala mesmo, esse que pela necessidade serviria como a mais bela cama. Nada o motivaria a levantar daquele sofá, estava praticamente imóvel, com os olhos fechados e sua respiração lenta.
E mais um dia chegou ao fim, e mais uma noite começa.
Nada o motivaria a levantar?
Pois é, nada deveria o motivar, mas ele não resiste aquele sorriso meio tímido, e o olhar pidão que sempre cativa.
Ele desliga o celular, termina de tirar seu tênis com o próprio pé e chama seu cão, que com a mais pura agilidade se acomoda na barriga do seu dono em um único salto.
Agora tudo está perfeito, e ninguém no mundo conseguiria interromper aquele momento, eu disse ninguém.






Renato Alexandre

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

in-Justiça !



Já não mais próximo da realidade, me deparo com situações no mínimo estranhas.
Pessoas desconhecidas caminhando em minha direção, uniformizadas com um tecido cinzento, pouca luz nos arredores e sede de vingança explicito nos olhos de cada um que seguia ali.
Mas quem são?
Como me encontraram?
É comigo ?
Minha mente não conseguia se concentrar, e a insegurança transpareceu.
Me acharam,me acharam !!!
Comecei a correr, entre as ruas daquela vizinhança tentava me despistar da massa que vinha átona.
Mas já me faltava fôlego, não tinha mais para onde ir.
Cansei, parei e percebi que já estava cercado, e não tinha mais jeito.
Eles festejaram a missão, e fizeram justiça com as próprias mãos!

Mais um inocente adormeceu no colo da Senhora JUSTIÇA.


Renato Alexandre

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É amar.


Se não te vejo meu coração aperta de tanta saudade,
Meus desejos só aumentam sentir, tocar.
As mil e uma loucuras, o fazer e o não fazer.
E a tentação que nos consome a cada faísca que tende a nascer a cada olhar.
Lábios úmidos de pura sedução que provocam, que beijam.
É a pele na pele, e o nascer de uma união.
É jogar na parede, é deitar no chão, é suprir necessidades.
É dizer que te amo olhando nos olhos, é sentir.

É amar.

(Dedicado para meu grande amor, Renata Silva de Oliveira)


Renato Alexandre

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Anjo Meu.


Toca o telefone e já me vem na cabeça àquela noite. 
Não conseguia entender o porquê disso, não queria acreditar.
Aos poucos estou me conformando com essa situação, mas não é fácil.
Acordar e não ter o seu “Bom Dia!”
Chorar e não ter o seu afago.
Ir embora sem ter o seu “Até Amanha!”
Assim vou aprendendo a viver sem a sua presença constante, sem as nossas brincadeiras e risos divertidos que nos faziam até ficar sem ar. Hoje tudo que observo relembro os momentos que passamos juntos, que não foram poucos, mas todos sim muito marcantes.
Procuro não imaginar como vou me acostumar com essa nova etapa, estou deixando a vida me mostrar, deixando para que no futuro, quem sabe, haja uma explicação. Pois acredito que tudo nessa vida tem um por que.
E eu só queria saber o porquê você se foi!

 Renato Alexandre

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Jardim


O Jardim

Sabe na aquela rua, que no fim dela tem uma praça?
Pois é, passei muito dos meus dias indo ali só para ver um pequeno jardim de rosas vermelhas que uma senhorinha, assim bem velhinha cuidava. Todos os dias essa senhorinha se dedicava a cuidar desse cantinho da praça, mantendo sempre as rosas ali bem vivas.
Foi isso que me chamou atenção, sou um amante das rosas e principalmente rosas vermelhas como aquelas, rosas que se destacavam perante a  qualquer outra flor que  na praça existisse, a senhora que as mantinha ali sempre dessa forma dizia que não fazia nada de mais, apenas conversava com elas e jogava com seu regador um pouco de água. Eu encantado que estava por essas rosas resolvi que qualquer dia que eu passasse por lá iria ir até as rosas e conversar um pouco, pois  a senhorinha falava que era tão bom que me despertou um interesse.
Só que todas as vezes que ia passar por lá tinha alguém perto ou a própria senhorinha, ai me sentia meio incomodado e acaba deixando para outro dia. Mesmo tendo essa enorme vontade fica fantasiando.
Como seria?
O que iria sentir na hora que eu começasse a falar?
Se eu ia passar a imagem de ser alguém maluco por conversar com flores?
Se as rosas iriam gostar de me escutar?
E até mesmo se eu ia fazer bem para as rosas, pois seria uma pessoa diferente que estaria a conversar com elas?
 Milhões de duvidas ficavam na minha cabeça, mesmo assim continuava a imaginar, tinha noites que me pegava sonhando até com as rosas, aquele canto da praça só de rosas vermelhas eram de certa forma muito estimulantes. Cheguei até o ponto de apelidar aquele canto como “cantinho do meu sangue”, talvez pela semelhança da cor ou mesmo por ser um cantinho que me fazia bem.
Mais foi em um dia que tudo estava dando errado, acordei atrasado para ir trabalhar, deixei cair café na minha roupa, acabei perdendo o ônibus fretado que a empresa oferecia, tive que pegar ônibus público, cheguei todo amassado no serviço, com essa correria toda acabei esquecendo minha pasta com alguns relatórios que teria que usar na reunião, perdi até o apetite na hora do almoço, voltando para casa percebi que chovia de mais só que meu guarda chuva estava em casa dentro da pasta, o fretado que me levaria de volta para casa ficou preso no transito e eu com isso resolvi descer e ir andando já que não estava tão longe assim de casa e a chuva já tinha parado. Como resolvi ir andando fiz um caminho todo diferente, e ao caminhar ia prestando atenção em tudo, e junto refletindo sobre meu dia.
Nossa, e que dia!
Sem perceber acabei saindo na praça das rosas vermelhas, não pensei duas vezes fui caminhando na direção daquele canto tão misterioso e sempre observando se não havia ninguém a me observar. E só depois da certeza que não tinha ninguém lá cheguei ao meu tão esperado momento, o momento em que eu conversaria com as minhas rosas vermelhas. Mas não foi tudo assim como dizem “Um mar de rosas”, assim que me aproximei percebi algo de errado, algo novo que antes não existia lá. Na hora fiquei sem palavras não conseguia dizer nada e fiquei por minutos ali parado olhando e não acreditando no que via, parecia que o “cantinho do meu sangue” tivesse sido sabotado, pois no meio de tantas rosas vermelhas, hoje havia um girassol.
Eu não acreditava como no meio de tantas rosas pode nascer um girassol, como?
E o contraste?
Será que ninguém se importou com isso antes de plantar essa flor?
Observando de longe a velhinha viu meu desespero e sem ser notada se aproximou de mim e disse:
- Pois é meu filho, eu te dei as dicas, falei para você o quanto era bom conversar com elas mais você sempre falava que passaria aqui e nunca vinha. Esse pequeno jardim aqui é mágico e eu estava à procura de alguém para me substituir, pois já estou com uma idade muito avançada e não tenho mais condições de manter esse jardim, e por isso tentei trazer você aqui, eu sabia que você não ia deixar essas rosas morrerem junto comigo e ia manter essa cor vermelha, iria fazer bem para você e para elas.
Mas como não podia forçar você a vir!
Outra pessoa, com outro gosto de flores apareceu na vida das rosas.
Agora você terá que agüentar ver sua rosa vermelha junto com um girassol amarelo.


Renato Alexandre